Como instalar WordPress no Ubuntu


Como instalar WordPress no Ubuntu Server 22.04 ou 24.04

Você recebe um Ubuntu limpo e precisa colocar WordPress no ar, mas não sabe se deve instalar Apache, configurar PHP diretamente ou apenas copiar arquivos para o servidor. Para instalar wordpress ubuntu de forma previsível, este guia usa Nginx, PHP-FPM e MariaDB.

Esse caminho separa o servidor web do processamento PHP, permite ajustar cada camada e torna explícitas as configurações essenciais. Você também verá como o WordPress conversa com o banco, por que as permissões importam e onde procurar a causa de um erro 500.

A partir daqui, você vai:

  • preparar domínio, servidor e permissões antes da instalação;
  • instalar Nginx, MariaDB, PHP-FPM e WP-CLI;
  • criar o banco e o usuário exclusivos do WordPress;
  • baixar o WordPress e preparar o wp-config.php;
  • configurar o Nginx para servir a aplicação;
  • concluir a instalação pelo navegador ou pelo WP-CLI;
  • configurar HTTPS, firewall e permissões de arquivos;
  • seguir um roteiro de diagnóstico para falhas e erro 500.

Os comandos servem ao Ubuntu Server 22.04 ou 24.04. Como pacotes e módulos variam entre versões e repositórios, confirme cada nome na documentação oficial do Ubuntu e do componente instalado antes de executar uma alteração.

A instalação começa pela definição clara do que será criado no servidor e das responsabilidades de cada componente. Vamos a isso.

O que este guia instala no Ubuntu

Arquitetura instalada

O tutorial monta uma pilha LEMP em um Ubuntu Server LTS. A versão LTS mais recente fornece correções de segurança por prazo estendido, enquanto o Nginx distribui as requisições HTTP e entrega arquivos estáticos.

O MariaDB armazena conteúdo, usuários, configurações e outros dados do WordPress. O PHP-FPM executa o código PHP em processos separados, e o Nginx encaminha a ele as requisições dinâmicas. O WordPress entra por fim, usando arquivos próprios, um banco de dados e uma conta com permissões restritas.

O Nginx também pode atender o certificado TLS quando há um nome de domínio configurado. A comunicação entre Nginx e PHP-FPM ocorre localmente por FastCGI, sem expor o PHP diretamente à internet.

Servidor próprio, sem painel

Você instala cada componente no servidor e o administra pelo terminal, geralmente com sudo. Não há painel comercial, instalador automático nem interface de provedor criando o banco e os arquivos por você.

Isso torna explícitas as configurações de domínio, usuário, permissões, banco de dados, PHP e Nginx. Em troca, você precisa aplicar atualizações, acompanhar logs e manter backups. A arquitetura serve como base para instalar WordPress Linux Ubuntu; em uma máquina 22.04 ou 24.04, os pacotes disponíveis podem variar conforme os repositórios.

O que este guia não apresenta

Este artigo não traz testes próprios de velocidade, carga ou tempo de instalação. Também não compara desempenho entre stacks sem identificar metodologia e fonte.

Quando uma escolha depender do servidor — como tamanho de memória ou capacidade de processamento — o guia explica o mecanismo e orienta você a verificar o comportamento no próprio ambiente.

Antes de começar: domínio, servidor e permissões

Tenha em mãos um Ubuntu Server 22.04 ou 24.04, um usuário com sudo, um domínio ou IP público e acesso SSH. Se quiser usar as palavras-chave completas, pesquise por “instalar wordpress ubuntu server 22.04” ou “instalar wordpress ubuntu server 24.04”.

Escolha o ambiente

  • Servidor local: indicado para estudo. Você acessa o site apenas na própria rede e precisa configurar DNS, firewall e roteamento para uma exposição pública.
  • VPS: você administra o sistema inteiro, incluindo Nginx, PHP-FPM, MariaDB, firewall e atualizações. É o cenário deste guia.
  • Hospedagem com painel: o provedor oferece parte da pilha por interface gráfica. Você controla menos camadas, mas evita tarefas como configurar PHP e banco manualmente.

Verificações antes dos pacotes

  1. Aponte o DNS do domínio para o IP público e confirme a propagação com ferramentas do provedor ou utilitários como dig.
  2. Libere no firewall apenas as portas necessárias. Para SSH e HTTP/HTTPS, verifique as regras antes de instalar e configurar o Nginx.
  3. Aplique as atualizações de segurança disponíveis e reinicie quando uma atualização exigir.
  4. Confira o fuso horário e a sincronização de horário. Registros e certificados TLS dependem de um relógio correto.

Com DNS, firewall, correções e horário validados, você reduz falhas durante a instalação do WordPress e evita corrigir problemas de infraestrutura depois.

Instale Nginx, MariaDB, PHP-FPM e WP-CLI

Atualize os índices dos pacotes e instale o Nginx, o MariaDB Server, o PHP-FPM, o PHP-CLI e os módulos exigidos pelo WordPress:

sudo apt update
sudo apt install nginx mariadb-server php-fpm php-cli php-mysql \
  php-curl php-gd php-intl php-mbstring php-xml php-xmlrpc \
  php-zip php-bcmath php-imagick unzip

Esse mesmo comando atende ao fluxo de instalar wordpress ubuntu 22.04 ou instalar wordpress ubuntu 24.04. O apt seleciona a versão compatível com seu Ubuntu. Não use números fixos de pacotes.

Se você usa instalar wordpress ubuntu server 22.04 ou instalar wordpress ubuntu server 24.04 como referência, o fluxo de instalação também serve para instalar wordpress linux ubuntu. O wp-cli vem no pacote wp-cli.

Habilite e verifique os serviços

O Nginx escuta as requisições HTTP. O MariaDB armazena os dados. O PHP-FPM processa o PHP em processos separados e se comunica com o Nginx pelo FastCGI.

sudo systemctl enable --now nginx mariadb
sudo systemctl enable --now php8.1-fpm
sudo systemctl status nginx mariadb php8.1-fpm

No Ubuntu 24.04, substitua php8.1-fpm por php8.3-fpm. O comando status mostra o serviço ativo; use q para sair da tela.

Confira as versões

php -v
mysql --version
nginx -v
wp --info

php -v informa o interpretador de linha de comando. mysql --version confirma o cliente do MariaDB. wp --info valida o WP-CLI e exibe informações do ambiente, incluindo a versão do PHP.

O php -v não verifica o PHP-FPM isoladamente. Para isso, use systemctl status php8.1-fpm ou systemctl status php8.3-fpm, conforme o Ubuntu.

Configure o banco de dados e o usuário do WordPress

Abra o MariaDB com privilégios administrativos:

sudo mariadb

No prompt do MariaDB, troque wordpress_db, wordpress_user e a senha longa entre aspas simples. Use uma senha exclusiva, gerada por um gerenciador de credenciais.

CREATE DATABASE wordpress_db
  CHARACTER SET utf8mb4
  COLLATE utf8mb4_unicode_ci;

CREATE USER 'wordpress_user'@'localhost'
  IDENTIFIED BY 'COLE_AQUI_UMA_SENHA_LONGA_E_ALEATORIA';

GRANT SELECT, INSERT, UPDATE, DELETE,
       CREATE, DROP, ALTER, INDEX
ON wordpress_db.* TO 'wordpress_user'@'localhost';

FLUSH PRIVILEGES;
EXIT;

O WordPress precisa consultar, alterar, inserir e remover registros. Também precisa criar e ajustar tabelas e índices durante a instalação e atualizações. Fora disso, esse usuário não recebe acesso a outros bancos nem funções administrativas do MariaDB.

Não configure o WordPress com root. Se uma vulnerabilidade ou arquivo exposto revelar as credenciais, o invasor herdaria a conta administrativa. Com uma conta exclusiva, o acesso fica limitado ao banco desse site.

Verifique a conexão

A autenticação local pode depender da configuração do servidor. Primeiro, confirme que o MariaDB está ativo:

systemctl is-active mariadb

Depois, teste exatamente as credenciais que o WordPress usará. Como o usuário existe apenas em localhost, execute o comando no próprio servidor:

mariadb -h localhost -u wordpress_user -p \
  -e "SHOW DATABASES LIKE 'wordpress_db'; SELECT CURRENT_USER();"

Insira a senha quando solicitado. A primeira consulta deve retornar wordpress_db; a segunda, wordpress_user@localhost. Se houver erro de autenticação, revise a senha e o host. Se o banco não aparecer, confirme os privilégios com:

SHOW GRANTS FOR 'wordpress_user'@'localhost';

Baixe o WordPress e prepare o arquivo wp-config.php

Baixe o pacote .tar.gz diretamente do site oficial do WordPress e salve-o temporariamente em /tmp. Essa abordagem evita arquivos empacotados por terceiros.

curl -LO https://wordpress.org/latest.tar.gz

Crie um diretório exclusivo e extraia o conteúdo sem deixar arquivos soltos no site. Use o mesmo /var/www/seu-dominio definido depois no bloco server do Nginx.

sudo mkdir -p /var/www/seu-dominio
sudo tar -xzf /tmp/latest.tar.gz -C /var/www/seu-dominio --strip-components=1
sudo rm /tmp/latest.tar.gz

O --strip-components=1 remove a pasta wordpress criada pelo arquivo. Confira o resultado:

ls /var/www/seu-dominio

Configure o wp-config.php

O WordPress fornece wp-config-sample.php, mas não lê esse arquivo durante a instalação. Crie uma cópia chamada wp-config.php:

sudo cp /var/www/seu-dominio/wp-config-sample.php \
  /var/www/seu-dominio/wp-config.php

Edite o novo arquivo e substitua os exemplos pelas credenciais criadas para o MariaDB. Mantenha os valores entre aspas simples e não use as credenciais administrativas do banco.

define( 'DB_NAME', 'wordpress_db' );
define( 'DB_USER', 'wordpress_user' );
define( 'DB_PASSWORD', 'use_uma_senha_gerada_com_seguranca' );
define( 'DB_HOST', 'localhost' );

Ajuste também o prefixo das tabelas em DB_PREFIX. Um prefixo exclusivo dificulta que scripts automatizados presumam nomes padrão, mas não substitui as demais proteções.

Gere as chaves de autenticação

Abra o gerador oficial de chaves secretas do WordPress e copie o bloco de define() retornado. Cole-o no wp-config.php, substituindo o bloco de exemplo correspondente.

O gerador produz valores aleatórios para cookies e nonces, que protegem sessões e ações do painel. Não copie senhas, hashes ou segredos fixos deste tutorial: cada instalação precisa de valores exclusivos.

Salve o arquivo e remova permissões de leitura para usuários sem privilégios:

sudo chown -R www-data:www-data /var/www/seu-dominio
sudo chmod 640 /var/www/seu-dominio/wp-config.php

Essa configuração permite que o PHP-FPM leia o arquivo, mantendo-o restrito no sistema.

Configure o Nginx para servir o WordPress

Crie o server block

Crie /etc/nginx/sites-available/seu-dominio. Troque o domínio e o caminho. Antes de informar o socket, confira qual arquivo existe em /run/php/:

ls /run/php/

No Ubuntu 22.04, o serviço php8.1-fpm normalmente usa /run/php/php8.1-fpm.sock. No Ubuntu 24.04, o serviço php8.3-fpm normalmente usa /run/php/php8.3-fpm.sock. Use o socket retornado pelo ls; copiar um caminho sem verificá-lo pode gerar erro 502.

server {
    listen 80;
    listen [::]:80;
    server_name seu-dominio.com www.seu-dominio.com;
    root /var/www/seu-dominio;
    index index.php index.html;

    location / {
        try_files $uri $uri/ /index.php?$args;
    }

    location ~ \.php$ {
        include fastcgi_params;
        fastcgi_param SCRIPT_FILENAME $document_root$fastcgi_script_name;
        fastcgi_pass unix:/run/php/php8.3-fpm.sock;
    }

    location ~ /\.ht {
        deny all;
    }
}

Atenção ao socket: o exemplo usa /run/php/php8.3-fpm.sock, indicado para o fluxo do Ubuntu 24.04. Se estiver no Ubuntu 22.04, troque por /run/php/php8.1-fpm.sock. Mantenha o caminho igual ao exibido por ls /run/php/.

O root informa onde o Nginx procura os arquivos. O try_files atende arquivos existentes e encaminha URLs amigáveis ao index.php, viabilizando permalinks. O PHP-FPM interpreta esses scripts; o socket precisa existir em /run/php/.

O bloco deny all bloqueia diretivas .htaccess e também arquivos ocultos, como .env, porque o Nginx não aplica as regras desse arquivo como o Apache. Evite expor dados sensíveis pelo root.

Redirecione e valide

A configuração HTTP não oferece transporte seguro. Se você usa certificado TLS no proxy ou balanceador, envie ao Nginx o protocolo original, como X-Forwarded-Proto, e redirecione o tráfego HTTP antes do bloco acima. Não crie um redirecionamento cego se o TLS termina antes do servidor.

Teste a sintaxe antes de ativar o site:

sudo nginx -t
sudo ln -s /etc/nginx/sites-available/seu-dominio \
  /etc/nginx/sites-enabled/seu-dominio
sudo systemctl reload nginx

O nginx -t detecta erros de sintaxe e de resolução de arquivos. O link ativa o server block; o reload aplica a configuração sem derrubar conexões já abertas. Se o site continuar no padrão, confira o server_name, o DNS e se outro bloco está selecionado para o mesmo domínio.

Conclua a instalação pelo navegador ou WP-CLI

Pelo navegador

Abra https://seu-dominio no navegador. Se o certificado SSL ainda não estiver ativo, use o endereço HTTP temporariamente; depois, force HTTPS no Nginx e no WordPress.

O instalador solicita título do site, usuário administrador, senha e e-mail. Crie um usuário diferente de admin, armazene a senha em um gerenciador e grave o e-mail que receberá recuperações e notificações.

Após concluir, acesse /wp-admin. Se você instalar wordpress ubuntu server em um subdiretório, acrescente esse caminho ao endereço.

Alternativa com WP-CLI

Execute o comando no diretório do WordPress. Primeiro, defina a senha em uma variável sem gravá-la no histórico do shell e use --prompt=admin_password para receber o valor sem ecoá-lo:

set -o history
history -d $((HISTCMD-1))
read -s WP_CLI_PASSWORD
export WP_CLI_PASSWORD
wp core install --url="https://seu-dominio" --title="Nome do site" --admin_user="usuario" --prompt=admin_password --admin_email="voce@seudominio.com"
unset WP_CLI_PASSWORD

Se você já criou wp-config.php com banco, usuário, prefixo ou chaves diferentes, wp core install pode falhar ou tentar recriar a configuração. Para uma instalação nova sem wp-config.php, use wp config create com os mesmos valores. Para uma instalação existente, não remova o arquivo sem backup: revise wp-config.php e corrija as divergências antes de executar o comando.

O WP-CLI valida a conexão com o MariaDB e grava a configuração inicial. A variável evita que a senha apareça no histórico, na lista de argumentos e, em alguns servidores, nos logs de processos.

Se algo falhar

Sintoma Verifique
Erro de conexão com o banco Nomes do banco, usuário e senha em wp-config.php; permissões no MariaDB; e se o socket ou host configurado corresponde ao usado pelo PHP.
Loop de redirecionamento Se a URL solicitada e a configurada em Ajustes > Gerais usam protocolos diferentes, corrija o endereço, o Nginx e o redirecionamento para HTTPS.
Tela em branco Habilite o log de erros do PHP, sem expor detalhes na tela, e verifique permissões dos arquivos, extensões do PHP e erros no log do Nginx.

Antes de alterar configurações, confirme que o DNS aponta para o servidor. Uma mudança de DNS pode levar você ao site antigo e fazer parecer que a instalação falhou.

Configure HTTPS, firewall e permissões de arquivos

1. Libere o acesso antes de ativar o UFW

Libere SSH, HTTP e HTTPS e só então ative o UFW. Isso evita bloquear a própria conexão remota; a regra do SSH permanece ativa.

sudo ufw allow OpenSSH
sudo ufw allow 'Nginx Full'
sudo ufw --force enable
sudo ufw status verbose

Se o SSH usa outra porta, libere-a explicitamente antes da ativação.

2. Emita o certificado TLS e redirecione o tráfego

Use uma ferramenta compatível com seu Nginx e com o DNS. No servidor, o Certbot pode solicitar o certificado e atualizar o bloco; com DNS mais restrito, use o desafio DNS indicado pela autoridade certificadora.

sudo apt install certbot python3-certbot-nginx
sudo certbot --nginx -d seu-dominio -d www.seu-dominio

Confirme a renovação automática na documentação do Certbot. No Nginx, mantenha um bloco HTTP separado e retorne 301 para a URL HTTPS correspondente. Isso preserva o redirecionamento sem misturar TLS e texto simples.

3. Ajuste proprietário e permissões

Para manter a configuração simples, use o usuário e o grupo www-data, que já executam o PHP-FPM e o Nginx neste guia. Crie uma conta de publicação separada se você precisar editar arquivos por SSH; nesse caso, ajuste dono, grupo e pools para manter a mesma regra em todo o site.

Recurso Dono:grupo Permissão Por que
Arquivos do WordPress www-data:www-data 0644 O servidor web lê; a publicação deve ser feita por uma conta autorizada
Diretórios www-data:www-data 0755 Permite atravessar diretórios sem conceder escrita ampla
Diretório de uploads www-data:www-data 0755 O WordPress grava no conteúdo, não no código
wp-config.php www-data:www-data 0640 Restringe a leitura às contas que precisam dele
sudo chown -R www-data:www-data /var/www/seu-dominio
sudo find /var/www/seu-dominio -type d -exec chmod 0755 {} \;
sudo find /var/www/seu-dominio -type f -exec chmod 0644 {} \;
sudo chown www-data:www-data /var/www/seu-dominio/wp-config.php
sudo chmod 0640 /var/www/seu-dominio/wp-config.php

Nunca use chmod 777: ele concede escrita e execução a qualquer usuário do servidor. Se o WordPress não conseguir salvar mídia, corrija o dono e o grupo em vez de ampliar permissões.

Compare as formas de instalar WordPress no Ubuntu

A comparação abaixo é conceitual e não representa resultado de teste próprio. O comportamento real depende da imagem do Ubuntu, dos repositórios usados, da versão do WordPress e da configuração do servidor.

Método Controle e isolamento Complexidade e atualização Portabilidade Perfil indicado
Manual Alto controle; processos compartilham o sistema Complexidade alta; correções exigem intervenção nos arquivos e componentes Baixa a média Quem quer aprender e manter cada camada
WP-CLI Alto controle; depende da pilha instalada Execução mais ágil, mas atualizações ainda precisam de rotina Média Administradores que automatizam sites
Pacote da distribuição Controle menor; segue as escolhas do Ubuntu Instalação simples; o ciclo do repositório pode atrasar correções Baixa Ambientes simples que priorizam integração
Docker Isolamento forte por contêiner; exige gestão de volumes e rede Complexidade maior; imagem, banco e volumes têm ciclos próprios Alta Quem padroniza ambientes e implantações
Painel de hospedagem Controle limitado pelos recursos oferecidos; isolamento varia Fluxo guiado; atualizações seguem o painel Baixa Quem prefere administração visual

Escolha pelo nível de responsabilidade

Na instalação manual, você decide Nginx, PHP-FPM, MariaDB, extensões e permissões. Isso oferece controle, mas também transfere para você a correção de incompatibilidades e a manutenção de cada componente.

O WP-CLI reduz comandos repetitivos, como baixar o WordPress, criar a configuração e executar atualizações. Ele não elimina a necessidade de administrar banco, PHP, servidor web, backups e segurança.

O pacote da distribuição integra o WordPress ao ciclo do Ubuntu, mas pode não trazer a versão mais recente disponível no projeto. Verifique o repositório usado antes de escolher esse caminho para instalar wordpress ubuntu server 22.04 ou instalar wordpress ubuntu server 24.04.

Com Docker, application e database podem ter ciclos independentes, desde que você defina volumes persistentes, rede, políticas de reinício e atualização de imagens. A portabilidade aumenta, mas a operação exige conhecimento de contêineres.

O painel de hospedagem abstrai servidor web, PHP e banco. É útil quando você quer administrar sites pelo navegador, mas aceita menos controle sobre versões, caminhos e configurações.

Para instalar wordpress ubuntu server ou instalar wordpress linux ubuntu, escolha o método conforme sua capacidade de manter a pilha completa. Use a opção mais simples que atenda aos requisitos de segurança, backup e recuperação.

Diagnostique erros comuns e o erro 500 no WordPress

Quando você encontra a variação de busca “erro 500 internal server error wordpress”, comece pelo mecanismo: o Nginx recebeu a requisição, mas PHP-FPM, PHP ou WordPress falharam antes de produzir a resposta.

1. Leia os logs no momento do erro

Recarregue a página uma vez, reproduza o problema e leia os logs logo depois. Os caminhos variam conforme o Ubuntu e o pacote instalado; confira-os em /etc/nginx/, /var/log/ e na configuração do PHP-FPM.

sudo tail -n 50 /var/log/nginx/error.log
sudo find /var/log -type f -iname '*php*fpm*' -print

Busque mensagens como FastCGI sent in stderr, Primary script unknown, falhas de conexão ao socket ou permissões negadas. A última mensagem temporizada costuma separar causa e consequência.

2. Valide a configuração e os recursos

Teste a sintaxe do Nginx e do PHP antes de editar permissões. Em seguida, procure erros de sintaxe nos arquivos PHP:

sudo nginx -t
sudo find /var/www/seu-dominio -type f -name '*.php' -print0 | sudo xargs -0 -n1 php -l

Se o log indicar exaustão de memória, aumente o limite apenas no pool do PHP-FPM ou em uma configuração específica do site. Um valor maior não corrige vazamento de memória.

Confirme também se o usuário do PHP-FPM pode ler os arquivos e escrever apenas nos diretórios necessários. Não conceda permissão ampla para resolver o erro.

Após alterar php.ini ou a configuração de um pool, recarregue o serviço correspondente:

sudo systemctl reload php8.1-fpm

No Ubuntu 24.04, use sudo systemctl reload php8.3-fpm. O reload aplica a configuração sem encerrar todos os processos do serviço.

3. Isole plugins e tema

Desative todos os plugins pelo WP-CLI e troque para um tema padrão. Reative cada componente separadamente até o erro voltar. Se a falha ocorrer antes do WordPress carregar, verifique wp-config.php, o caminho absoluto e as credenciais do banco.

4. Use WP_DEBUG com controle

Ative WP_DEBUG, WP_DEBUG_LOG e WP_DEBUG_DISPLAY apenas em ambiente controlado. Mantenha a exibição de erros desligada em produção e registre no .htaccess ou na configuração do Nginx para impedir acesso público ao log. Restaure as configurações após corrigir a causa.

Se não houver correção segura, restaure arquivos e banco a partir do último backup íntegro, preserve o banco problemático para análise e só exponha o site depois de validar credenciais, permissões e logs.

Plano de manutenção para manter o WordPress seguro

A instalação não encerra a segurança. Crie uma rotina baseada em mudanças pequenas e reversíveis, sem depender de atualizações automáticas indiscriminadas.

Atualizações por fonte oficial

Camada Fonte e ação
Sistema Ubuntu Security Notices e apt
Servidor repositórios oficiais do Ubuntu para Nginx, MariaDB e PHP
Aplicação WordPress.org e diretórios oficiais de temas e plugins

Antes de aplicar mudanças, revise o changelog, confirme compatibilidade e faça backup. Em produção, teste em cópia do ambiente e mantenha uma janela de manutenção.

Backups, monitoramento e contas

Configure uma rotina de backup que inclua arquivos, banco de dados, temas e plugins. Guarde uma cópia em outro local, com acesso restrito, e faça restaurações periódicas em ambiente isolado. Backup sem restauração verificada não comprova recuperação.

Monitore espaço em disco, memória, processos do PHP-FPM, conexões do MariaDB, respostas HTTP e falhas do Nginx. Envie alertas para falhas persistentes e revise logs de acesso e erro. Para evitar exposição, encaminhe cópias dos logs a um sistema central e defina retenção compatível com a política interna e a LGPD.

Automatize a renovação do certificado TLS, mas monitore também o resultado. A renovação pode falhar por DNS, firewall ou configuração incorreta.

Defina uma política de usuários com senhas fortes, autenticação multifator, cargos mínimos necessários e remoção imediata de acessos sem uso.

Rotina após a instalação

  1. Configure os permalinks no painel e valide uma URL de publicação.
  2. Limite tentativas de login por IP ou conta, preservando o acesso administrativo legítimo.
  3. Revise plugins e temas: remova o que não recebe manutenção ou não é necessário.
  4. Crie uma cópia de segurança testável antes de atualizar, trocar tema ou alterar PHP.

Após cada mudança, valide HTTPS, páginas, formulários, login e recursos administrativos. Se algo falhar, recupere os arquivos e o banco antes de tentar correções aleatórias.

Leia também

Perguntas frequentes

Como instalar WordPress no Ubuntu?

Use Ubuntu Server LTS com Nginx, PHP-FPM, MariaDB e WP-CLI. Atualize o sistema e instale os pacotes oficiais; crie o banco e o usuário do WordPress; configure o virtual host no Nginx; baixe o WordPress; ajuste permissões; e conclua pelo navegador. Esse fluxo separa servidor web, execução PHP e banco, facilitando diagnóstico. Não publique o site até liberar HTTP/HTTPS e configurar HTTPS.

Como instalar WordPress no Ubuntu Server?

No Ubuntu Server, instale Nginx, MariaDB, PHP-FPM e os módulos necessários. Crie o banco e o usuário, configure o virtual host e instale os arquivos do WordPress. Depois, execute a instalação pelo navegador ou pelo WP-CLI. O servidor não oferece interface gráfica por padrão, então o acesso por terminal e a configuração remota fazem parte do processo.

Como instalar WordPress no Ubuntu 24.04?

Use as instruções compatíveis com Ubuntu 24.04 e confirme os pacotes nos repositórios oficiais. O fluxo permanece baseado em Nginx, MariaDB, PHP-FPM e WP-CLI. Verifique a compatibilidade dos módulos PHP com o WordPress e com os plugins escolhidos. Como nomes e caminhos podem mudar entre pacotes, consulte a documentação oficial do Ubuntu e do PHP antes de copiar comandos de outra versão.

Como instalar WordPress no Ubuntu Server 22.04?

No Ubuntu Server 22.04, instale Nginx, MariaDB, PHP-FPM e os módulos do WordPress. Crie o banco, configure o servidor web e execute a instalação pelo navegador ou WP-CLI. Verifique o socket usado pelo PHP-FPM, pois ele pode variar conforme o pacote instalado. Confirme a compatibilidade dos módulos antes de adicionar temas e plugins.

Como instalar WordPress no Ubuntu Server 24.04?

No Ubuntu Server 24.04, siga o fluxo do 22.04 e use os pacotes disponíveis nos repositórios oficiais. Verifique a compatibilidade de cada módulo PHP com o WordPress, o tema e os plugins. O nome do socket do PHP-FPM pode mudar conforme a versão instalada, então consulte a configuração do serviço em vez de copiar um caminho de outro servidor.

Como resolver o erro 500 Internal Server Error no WordPress?

Verifique o status do Nginx, PHP-FPM e MariaDB; confira DNS, porta 80, permissões e arquivos; depois leia os logs do Nginx e do PHP-FPM. Se necessário, habilite temporariamente a exibição controlada de erros, sem expor dados sensíveis. Um erro 500 indica falha no processamento, não necessariamente problema no banco. Corrija a causa indicada nos logs antes de reativar a configuração de produção.

Como instalar WordPress pelo terminal no Ubuntu?

Execute o comando de instalação em uma sessão com privilégios adequados e siga as instruções do WP-CLI. Revise permissões, banco de dados e logs se a instalação falhar. Use credenciais exclusivas, defina permissões restritas aos arquivos e mantenha backups antes de mudanças. O terminal agiliza a automação, mas não substitui a validação do site pelo navegador.

Vale a pena instalar WordPress com WP-CLI?

Sim, se você precisa reduzir comandos repetitivos e automatizar instalações ou manutenção. A instalação manual pelo navegador também funciona. Em ambos os casos, mantenha backups, atualizações e credenciais protegidas. O WP-CLI não elimina a necessidade de configurar Nginx, PHP-FPM, MariaDB, permissões e HTTPS corretamente.

Por que o WordPress instalado no Ubuntu não abre no navegador?

Verifique se o domínio aponta para o servidor, se o firewall permite HTTP/HTTPS, se o virtual host está habilitado e se Nginx, PHP-FPM e MariaDB estão ativos. Teste também o acesso pelo endereço IP ou pelo nome configurado no servidor para separar problema de DNS de configuração local. Um virtual host incorreto pode responder com site padrão ou bloquear a requisição.

O que fazer agora

Sua instalação está pronta, mas a implantação só deve ser considerada concluída depois que você validar o caminho completo da requisição. Siga esta ordem:

  1. Teste pelo caminho externo. Do 4G, abra https://seu-dominio, acesse uma página interna e o painel. Confirme que o cadeado é válido e que o redirecionamento não cria um loop. Se aparecer um erro, use os registros do Nginx e do PHP-FPM para localizar a etapa que falhou.

  2. Revise a segurança. O UFW deve liberar apenas SSH, HTTP e HTTPS; o banco de dados não pode ficar exposto publicamente. Use uma senha exclusiva, confirme as permissões do WordPress e mantenha backups legíveis em outro ambiente.

  3. Valide a atualização. Faça uma cópia funcional e aplique primeiro as atualizações de segurança. Depois, teste o site, os temas e os plugins em ambiente separado antes da produção. Se algo quebrar, você terá um ponto de retorno.

  4. Crie a rotina de manutenção. Defina responsáveis, frequência de backup e testes de restauração. Acompanhe também certificados, espaço em disco, logs e atualizações oficiais.

Próxima ação: salve os comandos usados e registre domínio, caminhos, banco, usuário e firewall em um documento interno; depois, faça agora uma restauração de backup em um servidor separado para confirmar que a recuperação funciona.

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